18 de Setembro de 2007

Tempos de Bienal

Arquivado sob: Sem Categoria — Marcio Poletto @ 14:08

Estamos novamente vivendo os momentos mágicos de mais uma bienal. E sempre que elas acontecem, uma forte energia cultural parece dominar o expectro do “consciente” coletivo, quando também aumentam as esperanças de que nosso futuro será brilhante, mais humanizado, menos violento e menos corrompido. É um raro momento em que a mídia dá espaço às letras e às idéias, e nos poupa dos políticos. E por falar neles, podíamos instituir o dia do Não à Política: nada deles na TV, nem nos jornais, nada de governo também. Seria como um dia Sem Carro, seria o nosso dia, o do povo, um Dia sem Políticos. Como eles nos cansam, não é mesmo?

11 de Setembro de 2007

A volta dos que não foram

Arquivado sob: Sem Categoria — Marcio Poletto @ 14:16

O Folhetim, após uma período de turbulência, voltou à vida, ou melhor, eu resolvi ressucitá-lo. Afinal, literatura só faz bem, e minha consciência não suportou. Noites de insônia, sentimento de culpa, abandonar assim os escritores clássicos, deixá-los à míngua, sem falar dos leitores. Enfim, o bem venceu. Que os novos ares do Folhetim sejam um alento para que continue vivo por muito tempo ainda.

31 de Agosto de 2007

Perigos do Mar

Arquivado sob: Sem Categoria — Marcio Poletto @ 15:47

Minha amada está sã e salva, após uma tormenta ter assolado gravemente nossa embarcação. Os ventos e as ondas não eram de lagoa ou represa como havia imaginado, mas de um mar revolto, onde poucos conseguem navegar. Sobrevivemos, mas também nos modificamos. Nunca mais seremos como antes. A tormenta serve para nos alertar que somos frágeis, que se ainda estamos vivos após sua passagem, é como se fosse um presente do universo para que sigamos nossas trilhas e para que saibamos que as coisas mudam, quando menos se espera. Mas minha linda voltou, minha linda, linda minha, linda.

23 de Agosto de 2007

Era uma vez dois amores

Arquivado sob: Sem Categoria — Marcio Poletto @ 14:16

No mesmo dia que assinei a separação oficial com a mulher com quem estive casado durante 9 anos, recebi um recado no celular de minha nova cara-metade, dizendo que estava em dúvida sobre nossa relação, que precisava de uma trégua e que não sabia se era o que queria para seu futuro. A impressão que tive na época é que quando a bruxa “limpadora dos trilhos e caminhos” passa, leva tudo que estiver próximo e relacionado com o motivo da limpeza. Foi o que parece ter acontecido. Creio que ela, a bruxa, deve ter concluído: “já que o cara está entrando uma nova fase da vida, que seja do zero!”. O universo ou o sobrenatural se expressam de forma estranha; criam coincidências que parecem propositais, para que a gente sempre saiba o seguinte: “No creo en brujas, pero que las hay, las hay!”.

21 de Agosto de 2007

Ventos do Amor

Arquivado sob: Sem Categoria — Marcio Poletto @ 15:45

Tenho vivido um intenso amor por uma bela e incrível mulher. Tão intenso que até deixei o ato de escrever para segundo plano, que concordo e admito ter sido um erro. Ela, até o ponto que consegui decifrar, também me ama na mesma intensidade. Mas decifrar uma mulher é algo para poucos, e acho que eu não sou um destes gurús do amor. Elas são indecifráveis. Quando menos se espera, algo se modifica sem que consigamos compreender os motivos, e que elas tão pouco conseguem nos explicar. Então as mudanças vêm, se instalam e desestabilizam a relação. E neste momento não temos mais nada na mão, ou melhor, ficamos completamente na mão delas, ao sabor dos Ventos do Amor. Só me resta agora aguardar a sorte de uma mudança na direção do vento, talvez um través, ou um brando de popa, que possa trazê-la de volta, para uma calmaria, e que nosso amor volte a ser intenso, muito mais intenso do que temos vivido. Mas decifrá-las, jamais.

25 de Agosto de 2006

A 2 Passos do Paraíso

Arquivado sob: Sem Categoria — Marcio Poletto @ 14:34

Estamos a 2 passos do Paraíso: carga tributária de quase 38%, total falta de ética política, prisioneiros de nossos condomínios, escravos da TV, sufocados pelo trânsito e ignorados pelo poder público. Se for listar tudo que nos aflige, não caberia num Blog, teria que escrever um catatau de 800 páginas. Mas ao que parece, todos esses males do século XXI, ainda são fichinha se comparármos aos anos de chumbo da Segunda Guerra Mundial: jovens sem esperança enviados para a morte, em terras devastadas, sem lei nem justiça, etc, etc, coisas que todos já sabemos de cór. Então, a conclusão que chego é que vivemos num mundo melhor do que o daquela época, mas, pô, será que estamos vivendo um eterno expurgo de nossas mazelas? Até quando? E nosso ilustre presidente continua sorrindo e discursando como se nenhum escândalo tivesse acontecido num passado recente. Não é o mesmo cara, quem viu o Lula nos anos 80, não está vendo o mesmo cara agora, certamente. Agora é o poder pelo poder, sem passado, sem ideiais, sem partido, sem radicalismos, sem lenço nem documento, dane-se o que virá, quero mais é ficar por aqui, deve ele pensar. Bem, vamos ver o que virá. Só sei que eu estou à 2 passos do Paraíso, pois moro bem perto da estação Paraíso do metrô, em Sampa, mas o resto do país…

29 de Junho de 2006

Futebol - Me Engana Que Eu Gosto

Arquivado sob: Sem Categoria — Marcio Poletto @ 15:29

Toda Copa do Mundo é a mesma coisa. Todo mundo sabe que tem carta marcada, todo mundo sabe que a maioria dos jogos são feios, que há muitos interesses financeiros que nem nossa vã filosofia imaginaria, que teremos que aguentar o Galvão, etc, etc, mas é só a bola rolar, que nós, que gostamos do futebol, nos encantamos, vibramos, sofremos. Então, me engana que eu gosto! E que venham as finais de mais uma copa, aliás para quem não sabe, esta será a minha 10a. copa - a primeira que me lembro de assistir, torcer, correr e soltar bombinhas no quintal foi a de 70, numa TV Vozzo preto-e-branco, com fantástica locução de: Geraldo José de Almeida, que dizia: “Olha lá, olha lá, olha lá, no placar…”, ou “que bola-a-bola…”, ou ainda “por pouco, pouco, muito pouco, pouco mesmo”. Copa, apesar dos obscuros bastidores, ainda é um grande barato, mas vamos ver até quando…

9 de Março de 2006

Mais Uma Bienal - as esperaças se renovam

Arquivado sob: Sem Categoria — Marcio Poletto @ 11:15

Todo vez que se inicia uma nova bienal, tanto em Sampa quanto no Rio, nós, escritores, nos renovamos, pois é o momento de encontrar com leitores, editores, amigos, cruzar com os famosos das letras e participar de conversas calorosas. Enfim, é o momento que vivemos mais intensamente o mundo real dos livros, é quando sentimos o cheiro dos livros, dos leitores, dos editores e livreiros. Já que vivemos muito distantes, geralmente nos bastidores das letras, ou melhor, atrás de alguma tela de computador, a bienal é o momento para a renovação, para quem tem algum livro engavetado, sonhar com sua publicação, para quem nunca escreveu, mas sonha um dia chegar lá, encarar a criação literária. Então que venha mais uma bienal e que muitos sonhos se realizem!

4 de Agosto de 2005

O momento da criação

Arquivado sob: Sem Categoria — Marcio Poletto @ 10:51

Estou em fase de “gestação”, se as mulheres assim me permitem dizer, ou melhor, escrevendo uma nova ficção juvenil, que será a continuação do “Jiló, um garoto em perigo”. A experiência de gestar um livro é fantástica, mas que a gente logo se esquece quando o termina, pois a vida continua e te atropela. Além de ser um grande prazer, também é como um liquidificador que não pára de funcionar em seu estômago e que só silencia com o ponto final. Outra coisa impressionante é que as histórias começam à brotar de onde você nem imaginava, como se o universo conspirasse à seu favor. Um capítulo puxa o outro e quando você vê, já está envolvido na história completamente, de corpo e alma; não dorme direito, se torna facilmente irritável, chato, egoísta e só pensa naquilo, ou melhor, no seu livro. É realmente o melhor momento do escritor, quando este está gestando sua cria. Depois de feito, o livro não é mais seu, é do mundo, como os filhos.

27 de Julho de 2005

Imagem de um Passado Distante

Arquivado sob: Sem Categoria — Marcio Poletto @ 00:33

O passado sempre nos rodeia, nos alerta para caminhos que nossos sonhos não perseguiram, nos invoca para repensarmos nossa vida. Objetos do passado nos motivam para o futuro, para a modernidade, pessoas do passado nos remetem, às vêzes, para o caminho de nossos antigos sonhos, para a volta às raízes, para um salto para a vida. O passado nem sempre é algo envelhecido, preto-e-branco, com cheiro de mofo. Pode ser a vida em movimento e redescobrimento.

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